quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ASSOCIADOS - ASSIBGE - 28,86%

VOCÊ, ASSOCIADO DA ASSIBGE-SN - INTERESSADO NOS 28% - LEIA E PROCURE OS SEUS DIREITOS


HISTÓRICO DA AÇÃO JUDICIAL SOBRE OS 28%

Em janeiro de 1993 foi publicada a Lei nº. 8622 (19/01), que no seu artigo 1º concedeu reajustamento de 100% nas remunerações dos servidores civis e militares do Poder Executivo. No entanto, a Lei não tratou apenas de reajuste linear, mas estabeleceu no seu artigo 4º a necessidade de se especificar critérios de reposicionamento nas tabelas anexas. Assim, foi promulgada a Lei de nº. 8627 (20/02/93) que especificou os critérios de reposicionamento e no seu artigo 6º ignorou os critérios de isonomia, concedendo aos Oficiais Generais outro reajuste, além do constante no artigo 1º, ou seja, mais 28,86%. Isto gerou muitas ações de servidores púbicos para garantir a isonomia. Assim, o STF (Superior Tribunal Federal), no julgamento de recursos, reconheceu o direito de extensão aos servidores do Executivo. 
    
Para evitar demandas judiciais, o Governo editou a Medida Provisória Nº. 1704 (30/06/98), que estabeleceu no artigo 1º a extensão do pagamento dos 28,86% aos servidores civis, determinando, entretanto, a compensação dos percentuais de reajuste deferidos pôr força do reposicionamento funcional concedido ao servidores pelos artigos 1º e 3º da lei 8622 e 8627/93. O reajuste dos 28,86% deve ser limitado aos efeitos da MP nº. 2131/2000, que revogou os artigos 6º e 8º da lei 8622/93, o artigo 2º da Lei 8627/93 e a Lei 8237/91, implementando nova estrutura remuneratória para os militares.

Embora nossa ação tenha reivindicado a incorporação do valor integral, a decisão da 3ª Vara Federal e do Tribunal Regional Federal, que julgaram nossa ação, está de acordo com o STF, ou seja, no que diz respeito ao pagamento de retroativos. O período reconhecido para pagamento é janeiro de 1993 a junho de 1998.
A Executiva Nacional já enviou aos Núcleos Sindicais circulares com os procedimentos a serem adotados para o recolhimento da documentação necessária para efeito de cálculo do que cabe a cada servidor da ativa e aposentado (que não fez o acordo) da Ação dos 28%.

No sitio abaixo, procure no Menu Arquivos da Ação dos 28%, no canto direito aqui do Portal, todas orientações detalhadas de como proceder para que os cálculos sejam feitos pelo Escritório de Advocacia Gomes de Mattos.

Executiva Nacional da ASSIBGE .

www.assibge.org

2 comentários:

  1. AnônimoDec 16, 2011 02:33 PM
    Há de se ficar atentos quanto ao percentual de 11% a título de PSS. Consegui a liberação para alguns casos na Justiça Federal do DF.
    ResponderExcluir

    Respostas
    1. BASTA ! Faz a diferença ...Jan 25, 2012 10:28 AM
      PREZADO ANÔNIMO,

      MUITO INTERESSANTE SUA INTERVENÇÃO, TODAVIA, COMO PODEREMOS CONHECER OS MÉTODOS PARA TAMANHA INICIATIVA.

      APROVEITE O ESPAÇO E PROMOVA SUA ESPECIALIDADE, INFORMANDO, INCLUSIVE, ENDEREÇOS E TELEFONES PARA CONTATOS DOS INTERESSADOS.

      DESDE JÁ AGRADECEMOS SUA INICIATIVA.

      UM GRANDE ABRAÇO.

CHEMTRAIL - O QUE É ISTO ?

BASTA! - ACHO MUITO INTERESSANTE ESTE TEMA, VEZ QUE OLHO PARA O CÉU QUANDO UM AVIÃO COMERCIAL PASSA NA REGIÃO DOS LAGOS-RJ, E FICO ME PERGUNTANDO ... POR QUE TODOS ELES DE REPENTE DEIXAM NO AR E NO MESMO LUGAR UM RASTRO DE NUVENS? SERIA NORMAL TAL PROCEDIMENTO E HÁ QUANTO TEMPO ELES JOGAM TAIS MATÉRIAS EM NOSSO ESPAÇO AÉREO ?

BEM, ALGUMAS TEORIAS ASSIM EXPLICAM O EVENTO:

Chemtrail

A teoria da conspiração sobre a chemtrail (do inglês, chemical trail: 'trilha química') sustenta que os rastros deixados por alguns aviões são na verdade agentes químicos ou biológicos, deliberadamente pulverizados a grandes altitudes, com propósitos desconhecidos do público, causando danos à saúde da população. Versões da teoria da conspiração da chemtrail circulam na Internet, e programas de rádio dizem que a atividade é dirigida por funcionários dos governos citando o documento Weather as a Force Multiplier: Owning the Weather in 2025, que sugere que a Força Aérea dos Estados Unidos está conduzindo experimentos de mudança do tempo. De fato, esse documento fazia parte de um trabalho acadêmico que consistia em delinear uma estratégia de uso de um futuro sistema de mudança do tempo, com objetivos militares.

A existência de chemtrails tem sido repetidamente negada pelas agências governamentais e por cientistas de todo o mundo.

A Força Aérea dos Estados Unidos afirma que a teoria é um embuste "que tem sido investigado e refutado por muitas universidades credenciadas, organizações científicas e principais publicações da mídia".

O Departamento Britânico para o Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais afirmou que chemtrails "não são fenômenos reconhecidos cientificamente". O Líder do governo da Câmara dos Comuns do Canadá declarou que "o termo chemtrails é uma expressão popular, e não há provas científicas para apoiar a sua existência."

Trilhas que seriam compatíveis com as chemtrails, segundo os adeptos desta teoria.O termo chemtrail não se refere a formas comuns de pulverização aérea, tais como a de uso agrícola, a semeadura de nuvens ou o combate aéreo de incêndios. O termo refere-se especificamente a trilhas aéreas decorrentes do lançamento sistemático, em grande altitude, de substâncias químicas não encontradas nas trilhas de condensação (em inglês, contrails), resultando no aparecimento de faixas não usuais no céu. Os adeptos dessa teoria especulam que as finalidades da liberação de produtos químicos poderiam ser: escurecimento global, controle populacional, controle do tempo ou guerra biológica, e essas trilhas estariam causando doenças respiratórias e outros problemas de saúde.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre


EM PORTUGAL ENCONTRAREMOS:

 
 
 
 
 
 
 
 
http://chemtrails-portugal.blogspot.com/2009/03/chemtrails-o-que-sao.html
 
O fenómeno é verificado em todo o Mundo. Grupos de aviões de forma organizada desenham no céu linhas brancas de fumo. Vapor de água congelado dizem uns, outros avançam para um composto químico com a intenção de alterar o clima e causar precipitação.


Pessoalmente deparei-me com o fenómeno por coíncidência, a navegar na internet fui parar a um link de um vídeo do Youtube no qual assisti pela primeira vez na vida a um chemspreading - disseminação quimica .

Automaticamente as palavras "estranho" e "bizarro" vieram-me ao pensamento mas na mais genuina forma de pensar portuguesa pressupus que fosse coisa que só ocorresse em terras do Tio Sam.

Assunto encerrado pensava eu ...

No dia seguinte, ao ir á rua observei um espetáculo que pela sua dimensão surpresa até hoje me faz querer saber mais acerca do quue assisti.

De um momento para o outro aquele bizarro video que vi num qualquer vídeo do Youtube apresentava-se á minha frente em plena Lisboa. Graças á minha localização pude testemunhar o fenómeno de um ponto de vista privilegiado com uma imensidao de horizonte riscado por esses estranhos chemtrails. Assisti á criação de 25 chemtrails em menos de meia hora.

Em poucos minutos a área de céu sobre mim estava totalmente esquadrilhada com precisão por estes fios de nuvens. Imediatamente comecei a tirar fotos e a constatar que essas linhas desenhadas começavam a espalhar-se e a aumentar de volume acabando ao fim de 6 horas por cobrir o céu totalmente.

O meu interesse pelo tema Chemtrails começou nesse dia.

Comecei logo após a procurar mais informação e pude verificar que é um fenómeno á escala global e que em Portugal tem uma frequência extraordinária.

O mais dificil no fenómeno chemtrails é explicar o fenómeno em si e obter um feedback que não seja de desinteresse ou até de troça.

Daí a vontade de dar a conhecer o fenómeno Chemtrail a quem se interesse e pretenda neste espaço reunir mais informação.

Não concebo que os chemtrails sejam um resultado normal de um vôo de avião e as razões são muitas:

*-Um avião á altitude de pelo menos 33 mil pés liberta um rasto próprio visivel que consiste em vapor de agua cristalizadao devido á temperatura. Essa evidência tem o nome de Contrail e dura no máximo alguns minutos nunca se espandindo e acabando por dissipar-se sem qualquer rasto. É de facto um evento normal.

*-Por sua vez um Chemtrail é um traço que dura mais de 6 horas (!) , aumenta o seu volume de uma forma extraordinaria acabando por espalhar-se como que se de um pó se tratasse.

*-Um Chemtrail nunca se vê só! Até á data nunca obsvervei este fenómeno na representaçao de um evento singular sem a verificaçao de outros em simultãneo.

*-A própria apresentação dos chemtrails revela que é uma situação premeditada e calculada devido á sua disposição geométrica é verdadeiro afirmar que não estamos na presença de uma ocorrência aleatória.

VOLTAREMOS EM OUTRAS OPORTUNIDADES A DISCUTIR E APRESENTAR OUTRAS TESES ....

PENSEM NISTO ... !!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ASSIBGE - ESCLARECIMENTOS AOS TRABALHADORES DO IBGE

Mal assumiu e a nova Executiva Nacional da ASSIBGE-SN (2011/2013) vem sendo bombardeada por factóides divulgados, de maneira irresponsável, por pessoas que em nada contribuem para a melhoria das condições de vida e salariais da categoria. Por trás das denúncias e propostas alardeadas existem setores de oposição que sequer se candidataram às eleições para o Sindicato e outros que pretendem impedir que a nova Executiva cumpra o mandato que a categoria lhe conferiu com 68% dos votos nas urnas.

Essas pessoas, que poderiam dedicar seu tempo a contribuir para a organização e a luta dos trabalhadores, preferem difundir calúnias e jogar confusão para a base.

Queremos tranqüilizar a categoria, garantindo que a direção da ASSIBGE-SN não arredará pé da sua responsabilidade de responder pelo Sindicato. E isso não se dará a partir de qualquer expediente burocrático e autoritário, mas estritamente dentro dos limites de nosso Estatuto, através dos fóruns democráticos da nossa base.

A Direção da ASSIBGE-SN não tem receio de enfrentar qualquer questionamento e, inclusive, se estiver equivocada, de corrigir erros. Mas dará tratamento diferenciado ao que for divergência política legítima daquilo que for calúnia e oportunismo.

Por este motivo a Executiva Nacional vem a público esclarecer os seguintes fatos:

1) SOBRE A PENHORA DE BENS DA ASSIBGE - SINDICATO NACIONAL

O ocorrido data de antes da posse da primeira gestão Sindicato é Pra Lutar (que assumiu no final de 1999), por conta de uma dívida que a categoria acumulou com a Unimed Rio, operadora de Plano de Saúde da época. O assunto foi tratado publicamente, na Reunião da Direção Nacional da ASSIBGE-SN, realizada em Miguel Pereira (RJ), nos dias 22, 23 e 24 de outubro de 1999. À época a Unimed Rio cobrava 10% de reajuste das mensalidades, R$ 8,00 a título de devolução e o pagamento de inúmeros casos de inadimplência por parte de usuários do plano.

Em face dessas “supostas dívidas” a Unimed Rio distribuiu junto à 19ª Vara Cível da Comarca da Capital/RJ uma ação de execução (processo nº. 2000.001.086356-3), para recebimento desses valores.

É importante observar que a legislação de então não exigia uma empresa que intermediasse o Plano de Saúde entre usuários e operadora, e que o Sindicato era o responsável direto pelo Plano. Por decisão judicial A ASSIBGE-SN foi obrigada, a depositar em juízo 20% da arrecadação da Executiva Nacional como uma espécie de caução, pois teve que arcar com a responsabilidade de cobrir as dívidas dos seus associados com a Unimed Rio e ainda conseguir uma nova operadora (Unimed São Gonçalo/Niterói) para que as pessoas não ficassem sem Plano de Saúde.

Todavia, a Executiva Nacional, discordando dos valores exorbitantes que eram cobrados, embargou a pretensão da Unimed Rio, através da ação de EMBARGOS À EXECUÇÃO - Nº. 2002.001.083768-4.

Esses embargos possuem uma peculiaridade, qual seja:

o embargante – no caso, a ASSIBGE-SN - tem que garantir ao Juízo da execução, valendo-se de bens móveis, imóveis e dinheiro em espécie. Ou seja, o embargante deve demonstrar ao Poder Judiciário, que sua irresignação não é mera manobra para burlar a execução, mas a discordância da existência da dívida. Assim, o embargante deve entregar o valor da dívida ao Juízo, que nomeará um depositário para guardar bens e valores até o final da ação. Portanto, além da retenção de 20% da arrecadação, a Executiva Nacional foi obrigada a dar como garantia a esse embargo as salas que a ASSIBGE-SN possuía na Avenida Graça Aranha, nº. 206, no Centro do Rio.

Como o processo se arrastava na Justiça e não havia solução, a Executiva Nacional, justamente para preservar o Sindicato e a categoria, realizou acordo com a Unimed Rio. Assim, foi possível evitar um prejuízo muito maior. O Acordo foi celebrado pelas partes e está em via de homologação pelo Poder Jurisdicional. Tão logo seja homologado o acordo, a penhora que recai sobre o imóvel será revogada, o bem retorna e todas as suas características originais e os valores depositados serão partilhados igualmente entre as partes.

É importante ressaltar que um dos signatários pela transição do plano de saúde da época para a operadora Unimed São Gonçalo/Niterói, é o mesmo senhor que agora enviou carta ao Ministério Público do Rio de Janeiro, solicitando intervenção no Sindicato. Portanto, trata-se de pessoa com pleno conhecimento do que se passou. Para dirimir quaisquer dúvidas a este respeito, em breve colocaremos toda a documentação referente ao caso no Portal da ASSIBGE-SN (www.assibge.org). 

2) SINDICATOS ESTADUAIS E FEDERAÇÃO

A Coordenação do Núcleo Ceará convocou um Encontro, em nome da Região Nordeste, que contou com a presença de cerca de 30 pessoas, a metade de outras regiões do país e alguns delegados de 4 dos 10 núcleos da ASSIBGE-SN na Região Nordeste. Cabe lembrar que a Coordenação do Núcleo Ceará não só não participou da eleição nacional da ASSIBGE-SN, como propôs o boicote ao pleito, ao contrário de outros setores de oposição que lançaram suas chapas.

Derrotado, este pequeno grupo decidiu realizar o tal encontro. Dentre as resoluções está a formação de sindicatos estaduais, interligados por uma federação. Trata-se de uma política irresponsável e que só pode levar à divisão da categoria e ao enfraquecimento de sua representação sindical. Lembramos que sempre foi assegurado a qualquer pessoa ou setor apresentar e defender suas propostas livremente em todos os fóruns do Sindicato.

Alertamos a categoria sobre o perigo dessa iniciativa divisionista e pedimos que denuncie e não participe de qualquer reunião ou assembléia que tenha por objetivo legitimar essa proposta.

3) AÇÃO DOS 28,86% É DA ASSIBGE-SN

Esta ação, que visa corrigir distorções no caso do pagamento de um reajuste concedido em 1993 exclusivamente aos servidores militares, é de iniciativa da ASSIBGE-SN. A Ação enfrentou uma série de recursos e problemas de encaminhamento durante anos, mas agora entrou em fase final de execução. Nestas ocasiões sempre aparecem outros “donos” e “sócios” da obra para reivindicar sua autoria.

Informamos que toda e qualquer orientação jurídica oficial sobre esta Ação é de responsabilidade do Escritório Gomes de Mattos e está sendo seguida pela ASSIBGE-SN. A Executiva Nacional esclarece que não existe Ação Judicial de dupla paternidade e não se responsabiliza por iniciativas que não estejam em consonância com as orientações dos advogados do Sindicato.

EXECUTIVA NACIONAL DA ASSIBGE-SN
Dezembro / 2011.

BASTA ! 

Isto realmente é uma covardia e uma enorme traição para com a Categoria Ibgeana.

SWUEET MEMORIES - RAY CHARLES

ESTA É UMA DAS MÚSICAS MAIS LINDAS QUE JÁ PUDE OUVIR...

APRECIE ...

 




CARLOS MARIGHELLA - RELEMBRANDO SUA TRAJETÓRIA 2

Objetivando o enriquecimento intelectual do assunto, e sobretudo, a busca incansável do NÃO ESQUECIMENTO, disponibilizamos estes documentários como proposta da não regressão à essa época covarde e humilhante.

















CARLOS MARIGHELLA - RELEMBRANDO SUA TRAJETÓRIA

A história da evolução humana está inserida num contexto de injustiças e exploracão do homem sobre o seu semelhante. Mas narra também a resistência de homens e mulheres que deram suas vidas em prol do fim de suas amarguras, amparados por seus ideias.

Este é um exemplo disto ...



Carlos Marighella nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de dezembro de 1911. Era filho de imigrante italiano com uma negra descendente dos haussás, conhecidos pela combatividade nas sublevações contra a escravidão.

De origem humilde, ainda adolescente despertou para as lutas sociais. Aos 18 anos iniciou curso de Engenharia na Escola Politécnica da Bahia e tornou-se militante do Partido Comunista, dedicando sua vida à causa dos trabalhadores, da independência nacional e do socialismo.

Quatro de novembro de 1969, São Paulo. Em uma operação que envolveu um total de 29 homens, a equipe do DOPS chefiada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury mataria Carlos Marighella, o líder comunista mais procurado do Brasil, em uma emboscada na Alameda Casa Branca. As ordens eram claras: Marighella não deveria ser preso. Na disputa pelo mérito de ter eliminado o fundador e comandante da Ação Libertadora Nacional (ALN), uma investigadora foi morta e um delegado foi ferido.

O ex-deputado comunista e guerrilheiro Carlos Marighella foi morto pela polícia com uma rajada de metralhadora, em São Paulo, quando tentava entrar num Volkswagem azul, na esquina das Alamedas Lorena e Casa Branca, onde se encontraria com dois padres presos que serviam de isca aos policiais. De acordo com a versão das autoridades, Carlos Marighella, que chegara ao local numa camioneta Willys, não atendeu à voz de prisão que lhe deu o delegado Fleury, do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e foi atingido por uma rajada no peito e na cabeça, enquanto seus dois companheiros reagiram aos tiros, matando a investigadora Estela de Barros Borges, que participava da operação.

A polícia havia descoberto a maneira de encontrar Carlos Marighela quando, dias antes, havia prendido 11 padres, num convento do bairro do Paraíso, que seriam associados ao guerrilheiro. Dois deles colaboraram então com a polícia na prisão de Marighela, marcando um encontro com o guerrilheiro sob a justificativa de tratar de alguma ação subversiva, e agachando-se na parte de trás do Volkswagem quando o terrorista foi atingido pela rajada de metralhadora. O local do encontro era vigiado pelo DOPS e pela Polícia Federal, com seus agentes disfarçados de casais espalhados pela região.

Ao atravessar a rua, Marighella ouviu o delegado Fleury gritar: “Pare ou atiro”. O ex-deputado teria então corrido para o Volkswagen, e já tinha conseguido entrar quando foi atingido por vários tiros no tórax e um na cabeça, caindo deitado no assento traseiro do carro. Os dois companheiros do ex-deputado reagiram aos tiros, baleando uma investigadora e o delegado Rubens Tucunduva, do DOPS, que foi atingido de raspão. Ao entrar no carro, Marighella levava uma maleta preta com várias armas, mas não teve tempo de usá-las. O vidro da frente do carro foi perfurado por cinco tiros e a caminhoneta onde estavam os outros dois terroristas também ficou estilhaçada.


Conheceu a prisão pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães.

Libertado, prosseguiria na militância política, interrompendo os estudos universitários no 3o ano, em 1932, quando deslocou-se para o Rio de Janeiro.

Em 1o de maio de 1936 Marighella foi novamente preso e enfrentou, durante 23 dias, as terríveis torturas da polícia de Filinto Müller. Permaneceu encarcerado por um ano e, quando solto pela “macedada” – nome da medida que libertou os presos políticos sem condenação -- deixou o exemplo de uma tenacidade impressionante.

Transferindo-se para São Paulo, Marighella passou a agir em torno de dois eixos: a reorganização dos revolucionários comunistas, duramente atingidos pela repressão, e o combate ao terror imposto pela ditadura de Getúlio Vargas.

Voltaria aos cárceres em 1939, sendo mais uma vez torturado de forma brutal na Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo, mas se negando a fornecer qualquer informação à polícia. Na CPI que investigaria os crimes do Estado Novo o médico Dr. Nilo Rodrigues deporia que, com referência a Marighella, nunca vira tamanha resistência a maus tratos nem tanta bravura.

Recolhido aos presídios de Fernando de Noronha e Ilha Grande pelo seis anos seguintes, ele dirigiria sua energia revolucionária ao trabalho de educação cultural e política dos companheiros de cadeia.

Anistiado em abril de 1945, participou do processo de redemocratização do país e da reorganização do Partido Comunista na legalidade. Deposto o ditador Vargas e convocadas eleições gerais, foi eleito deputado federal constituinte pelo estado da Bahia. Seria apontado como um dos mais aguerridos parlamentares de todas as bancadas, proferindo, em menos de dois anos, cerca de duzentos discursos em que tomou, invariavelmente, a defesa das aspirações operárias, denunciando as péssimas condições de vida do povo brasileiro e a crescente penetração imperialista no país.

Com o mandato cassado pela repressão que o governo Dutra desencadeou contra o comunistas, Marighella foi obrigado a retornar à clandestinidade em 1948, condição em que permaneceria por mais de duas décadas, até seu assassinato.

Nos anos 50, exercendo novamente a militância em São Paulo, tomaria parte ativa nas lutas populares do período, em defesa do monopólio estatal do petróleo e contra o envio de soldados brasileiros à Coréia e a desnacionalização da economia. Cada vez mais, Carlos Marighella voltaria suas reflexões em direção do problema agrário, redigindo, em 1958, o ensaio “Alguns aspectos da renda da terra no Brasil”, o primeiro de uma série de análises teórico-políticas que elaborou até 1969. Nesta fase visitaria a China Popular e a União Soviética, e anos depois, conheceria Cuba. Em suas viagens pôde examinar de perto as experiências revolucionárias vitoriosas daqueles países.

Após o golpe militar de 1964, Marighella foi localizado por agentes do DOPS carioca em 9 de maio num cinema do bairro da Tijuca.

Enfrentou os policiais que o cercavam com socos e gritos de “Abaixo a ditadura militar fascista” e “Viva a democracia”, recebendo um tiro a queima-roupa no peito. Descrevendo o episódio no livro “Por que resisti à prisão”, ele afirmaria: “Minha força vinha mesmo era da convicção política, da certeza (...) de que a liberdade não se defende senão resistindo”.

Repetindo a postura de altivez das prisões anteriores, Marighella fez de sua defesa um ataque aos crimes e ao obscurantismo que imperava desde 1o de abril. Conseguiu, com isso, catalisar um movimento de solidariedade que forçou os militares a aceitar um habeas-corpus e sua libertação imediata. Desse momento em diante, intensificou o combate à ditadura utilizando todos os meios de luta na tentativa de impedir a consolidação de um regime ilegal e ilegítimo. Mas, mantendo o país sob terror policial, o governo sufocou os sindicatos e suspendeu as garantias constitucionais dos cidadãos, enquanto estrangulava o parlamento. Na ocasião,

Carlos Marighella aprofundou as divergências com o Partido Comunista, criticando seu imobilismo.



Em dezembro de 1966, em carta à Comissão Executiva do PCB, requereu seu desligamento da mesma, explicitando a disposição de lutar revolucionariamente junto às massas, em vez de ficar à espera das regras do jogo político e burocrático convencional que, segundo entendia, imperava na liderança. E quando já não havia outra solução, conforme suas próprias palavras, fundou a ALN – Ação Libertadora Nacional para, de armas em punho, enfrentar a ditadura.

O endurecimento do regime militar, a partir do final de 1968, culminou numa repressão sem precedentes. Marighella passou a ser apontado como Inimigo Público Número Um, transformando-se em alvo de uma caçada que envolveu, a nível nacional, toda a estrutura da polícia política.

Na noite de 4 de novembro de 1969 – há exatos 40 anos -- surpreendido por uma emboscada na alameda Casa Branca, na capital paulista, Carlos Marighella tombou varado pelas balas dos agentes do DOPS sob a chefia do delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Em novembro de 1969, quando Carlos Marighella foi assassinado, seu corpo foi sepultado às pressas pelos militares, que temiam pudessem ocorrer manifestações populares de apoio ao líder assassinado. Na ocasião, como recorda seu filho Carlos Augusto, a família chegou a receber ameaças à sua segurança, caso tentasse remover o corpo de São Paulo.

Somente em 1979, quando a Anistia acabava de ser efetivada, Clara Charf, companheira de Marighella, e o filho Carlos Augusto, puderam realizar o traslado dos restos mortais para Salvador. A data escolhida pela família foi 10 de dezembro, que já era instituído internacionalmente como o Dia dos Direitos Humanos. A data aproxima-se também do aniversário de nascimento de Marighella, 5 de dezembro.

BASTA!
 
Quando vejo no Brasil caminharem de mãos dadas a corrupção e a hipocrisia, tão combatidos pelos seus maiores admiradores: nossos políticos.

Quando vejo pela mesma razão, ministros e seus assessores serem demitidos - por serem CORRUPTOS E HIPÓCRITAS...

Quando vejo na televisão, ministros do supremo tribunal federal se alfinetando, onde um diz para o outro que moral aquele teria para repreendê-lo ....(eita !!! que nojo !!!)

Quando vejo o julgamento pelo mesmo supremo tribunal federal, ao decidir pela obrigatoriedade do exame de ordem da oab - este, visivelmente inconstitucional ....

Quando vejo o desvio de verbas destinadas a alimentação dos nossos pequeninos brasileiros, por essa gentalha política sob auxilio dos tons rebuscados ministeriais...

Quando vejo um montão de babacóide brigando por um espaço ao lado de um jogador de futebol (foto), ou pior, se matando por um resultado de uma partida não desejado ....

QUANDO LEIO sobre a vida e morte de pessoas pelo mundo que LUTARAM e deram suas vidas por um mundo melhor ...
VEJO QUE ESTE PAÍS
É UMA DESGRAÇA !!!! 

CARLOS MARIGHELLA - DOCUMENTÁRIO HOMENAGEIA SEU CENTENÁRIO DE NASCIMENTO

Estréia em Salvador nos dias 5 e 6 de dezembro, o documentário sobre a vida do deputado comunista e fundador da ALN- Ação Libertadora Nacional, uma das organizações de luta armada contra a ditadura, Carlos Marighella, baiano de Salvador, assassinado pela repressão, em 4 de novembro de 1969, em São Paulo.

“Carlos Marighella, quem samba fica, quem não samba vai embora”, foi gravado em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador e finalizado no Núcleo de Produção Digital (NPD) de Aracaju, Sergipe e é uma homenagem ao centenário de nascimento de Carlos Marighella (5/12/1911 – 5/12/2011), um dos principais militantes políticos da história recente brasileira.

O documentário foi realizado pelo cineasta independente Carlos Pronzato, escritor, documentarista argentino, radicado no Brasil desde 1989. Pronzato é autor de diversos filmes sobre a atual conjuntura política latino americana e outros históricos abordando personagens como Ernesto Che Guevara, Salvador Allende, as Madres de Plaza de Mayo, etc.

O documentário reúne depoimentos de militantes políticos que atuaram junto ao líder revolucionário, personalidades ligadas ao tema e pesquisadores. “A produção resgata sua memória com o testemunho daqueles que acompanharam a trajetória do Velho Mariga”, explica o cineasta.

“Entrevistei militantes e estudiosos procurando os pontos fundamentais e polêmicos do tema para chegar a esse resultado que vocês vão ver nas telas de Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro”, diz Pronzato.

Entre os entrevistados, Carlinhos Marighella, Carlos Eugenio Clemente, - o último dirigente da ALN -, Aton Fon, Manoel Cyrillo, Emiliano José, Silvio Tendler, Alípio Freire, José Luis Del Roio, Raphael Martinelli, Ricardo Gebrim, Cecilia Coimbra, Muniz Ferreira, Jorge Novoa. O documentário tem 1h30.

Trajetória de Marighella

Nascido em 5 de dezembro em Salvador-BA, filho de uma negra de origem haussá e de um imigrante italiano anarquista, Marighella entrou para a vida política aos dezoito anos de idade. Aos 21 anos foi preso pela primeira vez – primeira de muitas que enfrentaria em toda sua vida – por escrever um poema com críticas ao interventor Juracy Magalhães. Na clandestinidade, após o golpe civil-militar de 1964, Marighella é identificado por policiais do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) num cinema no Rio de Janeiro, é ferido e preso mais uma vez.

Em 1967, sai do PCB, e em 1968, acreditando que a luta armada é a única alternativa que resta no combate à ditadura, Marighella, funda em fevereiro, a Ação Libertadora Nacional (ALN). Em setembro de 1969, a ALN participa do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em conjunto com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). A ação visava a libertação de militantes políticos presos pelo regime militar.

Em 4 de novembro de 1969, Marighella é alvo de uma emboscada comandada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. Às 20 horas, na Alameda Casa Branca, tombava um dos maiores personagens da luta política no Brasil.

Apoio Cultural

O documentário será exibido na Sala de Cinema da UFBA, no dia 5 de dezembro, às 10h, e na Câmara Municipal de Salvador, no dia 6, às 19h. “A ASSUFBA Sindicato está dando o apoio cultural a esse documentário por entender que uma trajetória política atuante, como a de Marighella, esse líder revolucionário, precisa de todo o incentivo para a divulgação. É um trabalho independente que merece nossos aplausos”, salienta o coordenador geral da ASSUFBA, Renato Jorge Pinto.

28/11/2011 - ASCOM ASSUFBA Sindicato

De: Pátria Latina

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PALESTINA JÁ !!! PELA CRIAÇÃO DE SEU ESTADO LIVRE E SOBERANO

PALESTINA JÁ !!! PELA CRIAÇÃO DE SEU ESTADO LIVRE E SOBERANO

 
CHEGA DE SOFRIMENTO E DOR !!!

Palestina (em árabe: فلسطين, translit. Filasṭīn; em hebraico: פלשתינה; em grego: Παλαιστίνη, transl. Palaistinē, e em latim: Palæstina), é a denominação histórica dada pelo Império Britânico a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as margens do Rio Jordão. O seu estatuto político é disputado acesamente.

A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel; duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia), de maioria árabo-palestiniana, deveriam integrar um estado palestiniano-árabe a ser criado - de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas e da anterior potência colonial da zona, o Reino Unido. Todavia, em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram ocupadas militarmente por Israel, após a Guerra dos Seis Dias.

Há alguns anos, porções dispersas dessas duas áreas passaram a ser administradas pela Autoridade Palestiniana, mas, devido aos inúmeros ataques terroristas que sofre, Israel mantém o controle das fronteiras e está atualmente a construir um muro de separação que, na prática, anexa porções significativas da Cisjordânia ocidental ao seu território.

A população palestiniana dispersa pelos países árabes ou em campos de refugiados, situados nos territórios ocupados por Israel, é estimada em 4.000.000 de pessoas.

ESTADO DA PALESTINA JÁ !!!

domingo, 6 de novembro de 2011

CINEGRAFISTA DA TV BANDEIRANTES MORTO EM TRABALHO

Morre na madrugada deste domingo, GELSON DOMINGOS, Cinegrafista da TV Bandeirantes, que em cobertura jornalística numa operação policial contra o tráfico de drogas numa favela da Zona Oeste, no Rio de Janeiro, conhecida como Antares.


Local há muito tempo conhecido pelas autoridades deste nosso estado, como terra de traficantes e de bandidos de alta periculosidade. Todavia, sem conhecermos a razão, vivem esses bandidos na tranquilidade oferecida e garantida pela covardia e cumplicidade, também dessas mesmas autoridades. Qual seria a razão ?


É lamentável o desaparecimento de um profissional de forma tão estúpida, mas, não devemos esquecer de todos os outros desaparecimentos desnecessários que envolveram Policiais Militares, além de Crianças, Trabalhadores, Mulheres..., enfim, uma gama de INOCENTES.





Devemos pensar também, na CORRUPÇÃO que é operada pelas nossas OTORIDADES, pelos nossos POLÍTICOS, pelos nossos JUÍZES e MINISTROS, que propiciam e regem essa orquestra de mortes, sangue, CORRUPÇÃO e dinheiro fácil.
Não podemos nos esquecer também, da nossa inteira CULPA de possibilitar que esses vermes se encontrem instalados nos mais altos escalões da política e da justiça nacional, pois nós votamos nessa gentalha e deixamos que ele nos matem todos os dias.

Eu tenho NOJO disso tudo: da venda de almas incocentes; do policial bandido; do parlamentar traficante e assassino; dos juizes e ministros vendidos; do advogado canalha; do estelionato eleitoral e da nossa sociedade hipócrita e sem pátria.

Infelizmente, mais uma família chora a morte de um trabalhador. Amanhã, toda a sociedade esquecerá e outras famílias virão a chorar novamente, pois este ciclo numa terra sem MORAL E ÉTICA, nunca terá fim. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

EXAME DE ORDEM DA OAB - PARA O STF ELE É CONSTITUCIONAL, E PARA VOCÊ BRASILEIRO ?

Ministro e relator Marco Aurélio Mello votou pela obrigatoriedade do exame.

O STF (Supremo Tribuna Federal) decidiu nesta quarta-feira (26) que os bacharéis em direito precisam ser aprovados no Exame de Ordem da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para exercer a profissão de advogado.

Por unanimidade, os ministros do Supremo consideraram o exame constitucional e rejeitaram o recurso de João Antônio Volante, bacharel em direito que pedia a extinção da prova.

Como o caso serviu de exemplo para outros processos, a decisão vale para todos os casos desse tipo no STF. Além disso, a decisão do Supremo deve nortear os julgamentos em outros tribunais da Justiça brasileira.

O ministro e relator do processo, Marco Aurélio Mello, foi o primeiro dos juízes a fazer considerações sobre o caso. Ele votou pela obrigatoriedade do exame.

Além de defender que o exame é necessário para inscrição no órgão, Mello também sugeriu o mesmo para outras profissões que, se mal exercidas, podem trazer prejuízos à população.

- Quando há risco à coletividade, cabe limitar o acesso à profissão e o respectivo exercício. O relator também disse que se o exame da OAB fosse considerado inconstitucional, o mesmo valeria para as provas feitas pelos bacharéis durante a graduação.

- Qualifica-se é sujeitar-se ao teste da ciência adquirida. Se o Exame de Ordem não qualifica [para o exercício da profissão], os mesmos não serviriam às provas da faculdade?

Também elas seriam inconstitucionais?

O segundo ministro a votar foi Luiz Fux. Ele seguiu o voto do relator e defendeu a aplicação da prova.

- A formação insuficiente [dos bacharéis em direito] poderá causar prejuízo irreparável ao cliente, pode custar a prisão ou a perda de seus bens. Por essas razões, existe justificação plausível para verificação da capacidade técnica do indivíduo que tenciona ingressar.

Depois de Luiz Fux, votaram também contra o recurso que acabaria com o exame da OAB os ministros José Antônio Dias Toffoli, Cármem Lucia, Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto, que aproveitou para elogiar os argumentos do relator.

- Concordo com o voto antológico e mais que magnífico do ministro Marco Aurélio Mello. Consistente e verdadeiramente encantador.

Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello também elogiaram Mello e seguiram os mesmos pensamentos. O julgamento Antes que os ministros argumentassem sobre o processo, as partes puderam fazer uma sustentação oral.

O advogado Ulisses Vicente Tomazini foi o primeiro a falar. Ele fez a defesa de João Antônio Volante, responsável pelo recurso que contestava a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, já que este julgou legítima a aplicação da prova pela OAB.

Tomazini argumentou que o exame vai contra a Constituição por impedir o livre exercício da profissão. Além disso, o advogado criticou a Ordem por não se preocupar com a melhoria do ensino de direito no Brasil, mas sim com "um exame arrecadatório", que segundo ele "abocanha R$ 72 milhões ao ano" e aprova apenas 30% dos advogados. Antes de encerrar, a defesa de João Antônio Volante defendeu que a prova da OAB "é muito difícil e tem questões não muitos claras, verdadeiras armadilhas", além de "submeter o bacharel a cursinhos especiais e novas despesas" depois do fim da graduação.

Na sequência, quem falou foi a advogada Grace Maria Fernandes, da AGU (Advocacia Geral da União), já que o recurso de Volante questiona decisão do TRF da 4ª região. Grace disse que o exame da OAB é necessário, pois a profissão de advogado trabalha com "os valores mais elevados, daí uma qualificação técnica adequada".

O presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, também falou no Supremo. Ele disse que o Exame de Ordem funciona "como um controle preventivo, possibilidade que a lei não exclui".

- O objetivo único e básico [do exame da OAB] é defender o cidadão de um mau profissional. Hoje somos 750 mil, mas seríamos 1 milhão e meio [sem o Exame de Ordem].

Qual justiça que nós queremos?

Qual justiça que o cidadão brasileiro merece?

Por último, antes que os ministros começassem a votação, o procurador Geral da República, Roberto Gurgel, também opinou e surpreendeu ao discordar de seu colega e subprocurador da República, Rodrigo Janot, que no último mês de julho declarou o exame da OAB inconstitucional.

- Nos dias que correm seria lamentável e injustificável este retrocesso [de considerar o Exame da OAB inconstitucional].
GRUPO BASTA ! - Que vexame... !!!
Muitos passarinhos da raça dolaresco cantam nessas horas, é só conhecer o preço.
Que país é este !?