terça-feira, 10 de maio de 2011

CÂMARA DOS DEPUTADOS - TRÊS COMISSÕES DEBATEM PROBLEMAS DOS PLANOS DE SAÚDE

Em uma parceria da comissão com a Agência Câmara, os internautas já podem enviar perguntas aos convidados para a audiência, pelo e-mail pergunte@camara.gov.br

Os problemas do setor de planos de saúde serão debatidos hoje em audiência pública promovida por três comissões. O debate foi proposto por 11 deputados e deverá tratar dos seguintes temas: a queda no valor do ressarcimento dos planos de saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo atendimento dos seus clientes na rede pública; o desgaste da relação de trabalho entre os médicos e os planos de saúde; a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na fiscalização das operadoras; e a necessidade de medidas protetivas aos consumidores de planos coletivos, administrados por entidades de classe, associações e outros.

A audiência será realizada pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, Administração e Serviço Público. Em uma parceria das comissões com a Agência Câmara, os internautas já podem enviar antecipadamente perguntas aos convidados pelo e-mail pergunte@camara.gov.br. Os questionamentos serão feitos por intermédio dos deputados que participarão do debate. A audiência será transmitida ao vivo pela Agência Câmara.

Fiscalização
O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), um dos que propuseram o debate, lembra que a Comissão de Defesa do Consumidor já analisa vários projetos de lei com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços de saúde complementar. Ele cita dados da ANS que apontam, somente nos três primeiros meses deste ano, ações de fiscalização em 187 planos de saúde em razão de problemas econômicos ou financeiros e 75 liquidações extrajudiciais de empresas do setor.

“Esses dados nos remetem à necessidade de avaliação dos mecanismos de proteção que devem ser adotados para resguardar os consumidores, sobretudo quando a contratação de planos de saúde é feita por meio de entidades de classe”, afirma Marquezelli.

Ele acredita que a audiência contribuirá para esclarecer as reclamações e críticas de pacientes e discutir medidas preventivas. “Quem acaba pagando a conta duas vezes é o paciente, com mau atendimento e preços altos”, disse. Segundo ele, é necessário questionar a margem de lucro das operadoras e ver se os médicos estão realmente recebendo pouco.

Ressarcimento
O deputado Dimas Ramalho (PPS-SP) apresentou dois requerimentos de debate na área de planos de saúde. Ele quer discutir a queda no valor pago pelos planos ao SUS, a título de ressarcimento pelo atendimento de clientes na rede pública.

O deputado cita levantamento publicado em janeiro pela Folha de S.Paulo, segundo o qual em 2009 o ressarcimento foi de apenas R$ 5,62 milhões – “uma queda de 31,7% em relação ao valor ressarcido em 2007, que já era extremamente baixo”.

Outro requerimento de Ramalho, também aprovado pela comissão, propõe um debate sobre a “deterioração” da relação dos planos de saúde com os médicos. Esse também é o assunto proposto pelo deputado Eleuses Paiva (DEM-SP).

CPI
De acordo com o deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), que também propôs a audiência, o setor de planos de saúde é uma “caixa preta” e precisa ser investigado. Ele está recolhendo assinaturas para propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema. “Queremos saber sobre a movimentação financeira; por que as operadoras vendem planos e não cumprem os contratos; por que não há investimento”, questionou Castelo Branco.

O deputado disse também que, atualmente, os planos contratam apenas cooperativas de médicos que tiram a autonomia dos profissionais para negociar diretamente preços de consultas e reajuste nos contratos.

Sem atendimento
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Roberto Santiago (PV-SP), lembrou que recentemente uma das grandes operadoras deixou 143 mil pessoas sem atendimento e que os próprios médicos reclamam dos valores repassados por essas empresas. "Em determinados setores da saúde pública, o cidadão é mais bem atendido do que nos planos”, disse Santiago.

Para o deputado, é preciso cobrar a responsabilidade das empresas, “que não estão cumprindo o seu papel social e descumprem o Código de Defesa do Consumidor”.

Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), os médicos atendem, em média, oito planos ou seguros de saúde. A maioria paga entre R$ 25 e R$ 40 por consulta. “Esses valores mudam de região para região e simbolizam a indiferença dos planos com os profissionais que respondem pela saúde da população”, afirmou o deputado Eleuses Paiva.

A assessoria de imprensa da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que congrega 15 grupos de operadoras de planos de saúde, defende as empresas. Segundo a entidade, o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado por afiliadas variou entre 83,33% e 116,30% de 2002 até 2010. Esses percentuais são superiores à variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) no mesmo período, que foi de 76,31%.

A ANS alega que não pode atuar para estabelecer um piso mínimo para os honorários médicos nas consultas. Há pareceres do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Ministério da Fazenda contra projetos de lei que tratem desse tabelamento.

Convidados
Foram convidados para o debate:
- o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz do Amaral;
- o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin;
- a supervisora Institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Polyanna Carlos da Silva;
- o diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), José Cechin; e
- o diretor do Departamento de Proteção e Defesa Econômica do Ministério da Justiça, Diogo Thomson de Andrade.

A audiência será realizada às 14h30 no plenário 7.

De: Agência Câmara de Notícias

BIN LADEN E A GRANDE DÚVIDA - MINISTRO IRANÍ DE INTELIGENCIA REVELA QUE CUENTA CON INFORMACIÓN DE QUE BIN LADEN MURIÓ HACE AÑOS

Heydar Moslehí,  ministro iraní de Inteliencia, declaró este lunes a la prensa local que su país “cuenta con información fidedigna de que Osama Bin Laden  murió hace tiempo de una enfermedad.”

Por el mismo medio el jefe de los servicios secretos iraníes instó a Estados Unidos a que “muestre el cadáver de Bin Laden.”

“Tenemos información precisa de que Bin Laden murió de una enfermedad hace algún tiempo”.

“Si los militares de  Estados Unidos  y el aparato de inteligencia realmente detuvieron o mataron  a Bin Laden, ¿por qué no muestran su cadáver, por qué arrojaron su cadáver en el mar?”

Hasta ahora el presidente estadounidense Barack Obama se ha negado a mostrar el cadáver del terrorista más peligroso del mundo debido a que cree que hacerlo podría inflamar a ciertos sectores del mundo musulmán.

De: Contrainjerencia

ASSEMBLÉIA NEGRA E POPULAR: CONSTRUINDO ESTRATÉGIAS CONJUNTAS DE ARTICULAÇÃO NA BAHIA

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PSOL - Com a presença de 35 organizações e movimentos sociais que atuam na região metropolitana de Salvador e interior da Bahia, realizou-se no dia 02 de maio de 2011, na sede da AATR, uma reunião em que essas organizações e movimentos sociais expressaram os desafios que unanimemente sentem na atual conjuntura compartilhada.



Definiu-se coletivamente constituir o 13 DE MAIO , DIA NACIONAL DE DENUNCIA CONTRA O RACISMO, a Unificação das Lutas Sociais dos Setores e Movimentos envolvidos nessa discussão para realização de uma Assembléia Popular na Praça Municipal da Cidade de Salvador , que precederá uma Audiência Pública Federal cujo Tema é : Pelo Acesso à Justiça e Democracia Racial e em Defesa das Ações Afirmativas no Brasil, que será realizada no Espaço Cultural da Câmara de Vereadores, portanto no mesmo Território e como parte das Ações do 13 de Maio.

Dessa forma esta mobilização do dia a13 configurará três temas como foco do debate:

1- A luta contra o racismo e por justiça no estado e no país, desvendando engodos e hipocrisias, sempre atualizados, dos discursos oficiais da data de 13 de maio e denunciando o Extermínio da Juventude Negra , o Racismo Instititucional e a ADI 3239 do DEM

2- A defesa da luta pela terra com Reforma Agrária por parte de todas as camadas populares rurais em seus territórios, luta contra o esfacelamento do Sistema Ambiental na Bahia

3- Luta por uma política pública construída com participação e democracia reais

Considerando, a completa ausência do estado (executivo, legislativo e judiciário) na defesa do direito das populações empobrecidas rurais e urbanas e pesada atuação do estado na defesa e estruturação do grande capital:

· seja por meio de formas, cada vez mais recorrentes, incentivo, investimento e gerenciamento de:

· agrocombustíveis;

· mineração;

· utilização comercial da água;

· matriz energética;

· monocultivos e novo código florestal;

· infra-estrutura a serviço prioritário dos precedentes;

· seja com:

· flexibilização por parte do estado do sistema ambiental

· manutenção da estrutura de apropriação privada da terra, de seus reursos naturais e dos meios de
produção;

· criminalização dos movimentos, organizações e lideranças socioambientais autônomas;

· sistemática negação e manipulação das informações, da participação nos instrumentos conquistados para o excercício do poder por parte de comunidades e cidadãos.

Desta forma estas organizações se propõem a enfrentar, articulada e coletivamente, estas situações.
Foi sentido no ânimo e intencionalidade do grupo que este é um momento de se fortalecer, junto às bases, enquanto espaço pluralista de articulação de diversos grupos, organizações, movimentos que atuam nas diversas regiões da Bahia, tendo como pano de fundo aluta contra o racismo e o campo socioambiental, incorporando outros valores que permitam superar a desumanização e o degrado do atual modelo de crescimento economicista e provocador de sempre novas vítimas no âmbito das relações humanas e com o da vida no planeta terra.

MNU/Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, Conselho Quilombola da BA ,Instituto Búzios, Intersindical-Ba, Comissão de Promoção de Igualdade da OAB, Stive Biko, FONAJUNE-Fórum Nacional de Juventude Negra, Rede Mocambos, Núcleo de Negros e Negras da UFRB, UNEGRO, Coletivo de Entidades Negras , Circulo Palmarino,CPT-BA, Ceas, FASE, CJP, CESE, CETA-BA, Comissão da Água, UNASFP, CAFFP, MPA, CPP, ENESSO/ABRAÇO-BA, Raízes, Organismo, Gambá, Territórios de Identidade da Região Metropolitana, Teatro do Oprimido, Gérmen, Liga Ambiente, Fórum a cidade é nossa, Rede de educomunicadores do São Francisco, Cáritas, Geografar, AATR, MTD,MST, MPP, Movimento Paulo Jackson, Fórum Agenda 21 Itapuã/AR10, Fundação Terra Mirim, CP Meio Ambiente, Jogue Limpo.

De: Diário Liberdade

segunda-feira, 9 de maio de 2011

CINGAPURA - PARTIDO NO PODER É VENCEDOR DAS ELEIÇÕES


Cerca de 2,2 milhões de eleitores estavam convocados às urnas nestas eleições, consideradas pelos observadores como as mais abertas desde a independência em 1965.
07 de Maio de 2011

France Presse

CINGAPURA, 7 Mai 2011 (AFP) -O partido no poder há meio século em Cingapura saiu vencedor neste sábado das eleições legislativas, embora a oposição tenha conquistado resultados sem precedentes, segundo resultados provisórios.

O Partido de Ação Popular (PAP), que governa sozinho desde 1969, conseguiu conservar a maioria dos 87 assentos do Parlamento unicameral, de acordo com os primeiros resultados.

Mas a oposição conquistou seus melhores números em uma eleição legislativa, liderada pelo Partido dos Trabalhadores, um dos seis grupos que a integram.

Se as previsões se confirmarem, a oposição pode triplicar sua presença no Parlamento, onde dispunha apenas de dois assentos desde a última eleição, em 2006.

Até agora, o melhor resultado da oposição remonta a 1991, quando conquistou quatro assentos.
Cerca de 2,2 milhões de eleitores estavam convocados às urnas nestas eleições, consideradas pelos observadores como as mais abertas desde a independência em 1965.

Conhecendo Cingapura: Wikipédia

Singapura (FO 1943: Cingapura)  (Chinês:新加坡, Xīnjiāpō; Malaio: Singapura; Tâmil: சிங்கப்பூர், Cingkappūr), oficialmente República de Singapura, é uma cidade-estado insular localizada no extremo sul da península malaia, situada 137 quilômetros ao norte do equador, do sul do estado Malaio de Johor e das Ilhas Riau, no norte da Indonésia. Com 710,2 km², Singapura é um microestado e o menor país do Sudeste Asiático. É substancialmente maior do que Mônaco e Vaticano, as outras únicas cidade-estado soberanas sobreviventes.

Antes da colonização europeia a ilha, agora conhecida como Singapura, foi o local de uma vila de pescadores malaios na foz do rio Singapura. Várias centenas de povos indígenas Orang-Laut também viveram ao longo da costa próxima, nos rios e nas ilhas menores. Em 1819, a Companhia Britânica das Índias Orientais, liderada por Sir Stamford Raffles, estabeleceu uma feitoria na ilha, que foi utilizada como um porto na rota das especiarias. Singapura se tornou um dos mais importantes centros comerciais e militares do Império Britânico e centro do poder britânico no sudeste da Ásia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a colônia britânica foi ocupada pelos japoneses após a Batalha de Singapura, que Winston Churchill chamou de "a maior derrota da Grã-Bretanha". Singapura reverteu-se para o domínio britânico em 1945, imediatamente após a guerra. Dezoito anos depois, em 1963, a cidade, tendo alcançado a independência do Reino Unido, fundiu-se com Malaya, Sabah e Sarawak para formar Malásia. No entanto, a operação não foi bem sucedida e, menos de dois anos depois, ele se separou da Federação e se tornou uma república independente dentro da Comunidade das Nações, em 9 de agosto de 1965. Singapura foi admitido nas Nações Unidas em 21 de setembro do mesmo ano.

Desde a independência, o padrão de vida de Singapura aumentou de forma dramática. O investimento estrangeiro direto e uma unidade liderada pelo Estado para a industrialização com base em planos elaborados pelo economista holandês Albert Winsemius criaram uma economia moderna, centrada na indústria, educação e planejamento urbano. Singapura é o 5º país mais rico do mundo em termos do PIB (PPC) per capita. Em Dezembro de 2008, as reservas cambiais desta pequena nação-ilha situavam-se em cerca de US$ 174,2 bilhões. O governo de Singapura, com a aprovação do presidente, anunciou em Março de 2009 que iria usar suas reservas oficiais pela primeira vez e retirar US$ 4,9 bilhões.

Em 2009, a Exonomist Intelligence Unit classificou Singapura como a décima cidade mais cara do mundo para se viver e a terceira mais cara da Ásia, depois de Tóquio e Osaka. A pesquisa Cost of Living de 2009, feita pela empresa de consultoria Mercer, também classificou Singapura na décima posição como a cidade mais cara para expatriados.

A população de Singapura, incluindo os não residentes, é de cerca de 5 milhões de habitantes. Singapura é muito cosmopolita e diversificada com o povo chinês formando uma maioria étnica com grandes populações de malaios, povos indígenas e outros. Inglês, malaio, tâmil e chinês são as línguas oficiais do país.

Singapura é uma república parlamentarista e a Constituição de Singapura estabelece a democracia representativa como o sistema político da nação. O Partido Popular (PAP) domina o processo político e ganhou o controle do Parlamento em todas as eleições desde o auto-governo, em 1959.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

REFLEXÕES DE FIDEL - EL ASESINATO DE OSAMA BIN LADEN

Los que se ocupan de estos temas conocen que, el 11 de septiembre de 2001, nuestro pueblo se solidarizó con el de Estados Unidos y brindó la modesta cooperación que en el campo de la salud podíamos ofrecer a las victimas del brutal atentado a las Torres Gemelas de Nueva York.

Ofrecimos también de inmediato las pistas aéreas de nuestro país para los aviones norteamericanos que no tuvieran dónde aterrizar, dado el caos reinante en las primeras horas después de aquel golpe.
Es conocida la posición histórica de la Revolución Cubana que se opuso siempre a las acciones que pusieran en peligro la vida de civiles.

Partidarios decididos de la lucha armada contra la tiranía batistiana; éramos, en cambio, opuestos por principios a todo acto terrorista que condujera a la muerte de personas inocentes. Tal conducta, mantenida a lo largo de más de medio siglo, nos otorga el derecho a expresar un punto de vista sobre el delicado tema.

En acto público masivo efectuado en la Ciudad Deportiva expresé aquel día la convicción de que el terrorismo internacional jamás se resolvería mediante la violencia y la guerra.

Fue por cierto, durante años, amigo de Estados Unidos que lo entrenó militarmente, y adversario de la URSS y del socialismo, pero cualquiera que fuesen los actos atribuidos a Bin Laden, el asesinato de un ser humano desarmado y rodeado de familiares constituye un hecho aborrecible. Aparentemente eso es lo que hizo el gobierno de la nación más poderosa que existió nunca.

El discurso elaborado con esmero por Obama para anunciar la muerte de Bin Laden afirma: “…sabemos que las peores imágenes son aquellas que fueron invisibles para el mundo. El asiento vacío en la mesa. Los niños que se vieron forzados a crecer sin su madre o su padre. Los padres que nunca volverán a sentir el abrazo de un hijo. Cerca de 3 000 ciudadanos se marcharon lejos de nosotros, dejando un enorme agujero en nuestros corazones.”

Ese párrafo encierra una dramática verdad, pero no puede impedir que las personas honestas recuerden las guerras injustas desatadas por Estados Unidos en Iraq y Afganistán, a los cientos de miles de niños que se vieron forzados a crecer sin su madre o su padre y a los padres que nunca volverían a sentir el abrazo de un hijo.

Millones de ciudadanos se marcharon lejos de sus pueblos en Iraq, Afganistán, Vietnam, Laos, Cambodia, Cuba y otros muchos países del mundo.

De la mente de cientos de millones de personas no se han borrado tampoco las horribles imágenes de seres humanos que en Guantánamo, territorio ocupado de Cuba, desfilan silenciosamente sometidos durante meses e incluso años a insufribles y enloquecedoras torturas; son personas secuestradas y transportadas a cárceles secretas con la complicidad hipócrita de sociedades supuestamente civilizadas.

Obama no tiene forma de ocultar que Osama fue ejecutado en presencia de sus hijos y esposas, ahora en poder de las autoridades de Pakistán, un país musulmán de casi 200 millones de habitantes, cuyas leyes han sido violadas, su dignidad nacional ofendida, y sus tradiciones religiosas ultrajadas.

¿Cómo impedirá ahora que las mujeres y los hijos de la persona ejecutada sin Ley ni juicio expliquen lo ocurrido, y las imágenes sean transmitidas al mundo?

El 28 de enero de 2002, el periodista de la CBS Dan Rather, difundió por esa emisora de televisión que el 10 de septiembre de 2001, un día antes de los atentados al World Trade Center y al Pentágono, Osama Bin Laden fue sometido a una diálisis del riñón en un hospital militar de Pakistán. No estaba en condiciones de ocultarse y protegerse en profundas cavernas.

Asesinarlo y enviarlo a las profundidades del mar demuestra temor e inseguridad, lo convierten en un personaje mucho más peligroso.

La propia opinión pública de Estados Unidos, después de la euforia inicial, terminará criticando los métodos que, lejos de proteger a los ciudadanos, terminan multiplicando los sentimientos de odio y venganza contra ellos.

De: Cubadebate

POR UNANIMIDADE, SUPREMO RECONHECE LEGALIDADE DA UNIÃO HOMOSSEXUAL ESTÁVEL

Os casais homossexuais podem ser incluídos no regime jurídico de união estável e se beneficiar de todas as consequências deste fato. Foi o que decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF), hoje (5), por unanimidade.
Os efeitos da decisão, no entanto, não são totalmente conhecidos. Ainda não ficou claro, por exemplo, se os casais homossexuais poderão se casar. Isso não estava no pedido formulado nas ações do governo do Rio de Janeiro e da Procuradoria-Geral da República, em análise pelo STF no julgamento de hoje.
Todos votaram com o relator; Lewandowski, Mendes e Peluso fizeram algumas ressalvas
As ações pediam que a união estável homossexual fosse reconhecida juridicamente e que os casais homossexuais pudessem ser considerados como entidade familiar. Com o resultado, os casais homossexuais passam a ter direitos, como herança, inscrição do parceiro na Previdência Social e em planos de saúde, impenhorabilidade da residência do casal, pensão alimentícia e divisão de bens em caso de separação e autorização de cirurgia de risco.
Mais de 100 direitos eram negados

De acordo com a advogada Maria Berenice Dias, do Instituto Brasileiro de Direito da Família (Ibdfam), antes da decisão de hoje, pelo menos 112 direitos eram restritos aos casais hererossexuais.
O julgamento começou ontem (4) à tarde com o voto do ministro Carlos Ayres Britto, relator da matéria. Ele entendeu que o Código Civil deve ser interpretado de acordo com os princípios de liberdade e igualdade previstos na Constituição, de forma que exclua qualquer significado que vede ou impeça a união de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. “O reconhecimento deve ser feito com mesma regra e mesma consequência da união heteroafetiva”, disse Britto.
Retomado na tarde de hoje, o julgamento teve os votos favoráveis dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cezar Peluso.

Ministro impedido

O ministro Antonio Dias Toffoli não votou porque se declarou impedido devido ao trabalho que exerceu à frente da Advocacia-Geral da União (AGU). Em 2009, quando ainda era chefe do órgão, a AGU chegou a receber um prêmio da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGT).

Apesar de todos terem votado com o relator, Lewandowski, Mendes e Peluso fizeram algumas ressalvas quanto ao alcance da decisão. Eles entenderam que o Supremo está apenas suprindo uma lacuna deixada pelo Legislativo, e que a Corte extrapolaria suas funções ao se posicionar sobre os efeitos da decisão.
De acordo com os ministros, o reconhecimento da união estável é urgente para a proteção do direito das minorias e para evitar episódios de preconceito e violência. Entretanto, eles acreditam que proposta de lei específica sobre o tema deve ser discutida pelo Congresso Nacional.

Agência Brasil
Débora Zampier

BIN LADEN ESTÁ MORTO. MISSÃO CUMPRIDA ?

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Carta Capital - [Antonio Luiz M. C. Costa] Escreveu uma internauta retuitada pelo cineasta Michael Moore: “Depois de dez anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares, conseguimos matar uma pessoa”. Objetivamente, é pouco mais que isso. Embora (propositalmente?) anunciado no 66º aniversário do anúncio da morte de Adolf Hitler, o assassinato de Osama bin Laden não tem um significado comparável. A Al-Qaeda não é uma máquina de guerra convencional e centralizada à beira do colapso, como era o exército nazista em 1º de maio de 1945. Talvez resulte mais próximo do que foi o 1º de maio de 2003, quando Bush júnior anunciou a “missão cumprida” no Iraque, mas o problema mal estava começando.




Segundo os Estados Unidos, Bin Laden estava em uma confortável construção de três andares, cercada de muros de quatro a cinco metros ao lado de um colégio de elite e a dois quarteirões de uma delegacia de polícia na cidade turística de Abbottabad, a 116 quilômetros ou duas horas de estrada da capital, Islamabad (cerca de 55 quilômetros em linha reta). Em termos de Brasil, seria como estar em uma mansão em um dos bairros centrais de Campos do Jordão. Ou melhor, em Resende, visto que o local também está a uma breve caminhada de uma das principais academias militares do Paquistão.

Sohab Athair, um usuário do Twitter que se descreve como “um consultor de TI que deu um tempo para a corrida de ratos e escondeu-se nas montanhas com seu laptop”, cobriu a operação desde o início, sem saber exatamente o que se passava e a uns dois quilômetros do local: “helicópteros pairando sobre Abbottabad a uma hora da madrugada (é um evento raro)”. Ouviu explosão, tiros e as poucas pessoas acordadas àquela hora dizerem que pelo menos um dos helicópteros não era paquistanês. Entendeu que era uma situação complicada, mas pensou que era a queda de um helicóptero, como foi inicialmente divulgado na mídia paquistanesa. Compreendeu cinco horas depois, quando Barack Obama foi à tevê anunciar triunfalmente a morte do líder terrorista. “Lá se foi a vizinhança”, escreveu, melancolicamente.

O presidente dos EUA fez do anúncio um discurso cuidadosamente balanceado e um espetáculo muito bem montado. Como quem encarna um herói de Hollywood, iniciou com um “eu planejei, comandei e determinei a morte de Osama bin Laden” e encerrou com “Vamos sempre defender a Justiça e a Liberdade. Deus os abençoe e abençoe a América”. Deu as costas para a câmera e caminhou majestosamente pelo tapete vermelho até o fim do corredor, como um caubói que sai de cena cavalgando para o entardecer, enquanto aparecem os créditos finais.

Bush júnior teve um momento equivalente ao pousar um caça no porta-aviões Abraham Lincoln e fazer seu discurso de vitória sobre Saddam Hussein, com direito a tomadas igualmente heroicas e hollywoodianas. Conseguiu enganar o público o suficiente para ser reeleito em 2005, mas sua popularidade desmoronou em seguida e arrastou-se melancolicamente até o fim do segundo mandato. Obama repetirá o mesmo roteiro?
De qualquer forma, a curto prazo e do ponto de vista da política interna dos EUA, foi um golpe de mestre. Logo depois de reduzir ao ridículo o rival republicano Donald Trump e sua obsessão com a certidão de nascimento do presidente, Obama posa como o herói de guerra e hábil comandante. Em 40 minutos, com um pelotão de forças especiais da Marinha, atingiu o objetivo que Bush júnior garantiu visar durante dois mandatos, mobilizando para isso todo o aparato militar e de inteligência dos EUA e envolvendo o país em duas guerras inúteis e catastróficas para sua economia e relações internacionais.

Yes, we can? Obama não pôde cumprir as promessas de reformas sociais, ambientais e econômicas pelas quais foi eleito, nem sequer fechar a prisão de Guantánamo, mas ao menos cumpriu uma promessa do governo anterior. Pode ser o bastante para garantir sua reeleição, vista a fraqueza das candidaturas republicanas, mas é improvável que a aura da vitória se estenda sobre o resto do Partido Democrata nas eleições legislativas. Assim, o resultado será provavelmente a continuação do impasse político até 2016. A menos que o presidente consiga capitalizar a façanha a ponto de mobilizar a opinião pública em favor da política social e econômica democrata e soterrar a demagogia do Tea Party, o que até agora não se mostrou disposto a fazer.

Do ponto de vista internacional e do campo de batalha real, é pouco provável que a morte de Bin Laden mude o jogo. Sua importância pessoal sempre foi muito exagerada por uma mídia ansiosa por vilões. Mesmo a Al-Qaeda é apenas um aspecto do fundamentalismo islâmico, que é anterior a essa organização em particular, é muito mais amplo e não deixará de existir enquanto não mudarem as condições que o tornaram influente entre as massas muçulmanas humilhadas. A própria forma como foi morto basta para demonstrar que o problema é muito mais vasto. Bin Laden certamente não teria vivido anos em um centro urbano de alta classe média sem a cumplicidade total das Forças Armadas e do serviço de inteligência paquistaneses.

Foto: Suposta imagem de Osama bin Laden morto após ser assassinato pelas forças da CIA em Islamabad, no Paquistão. Publicado por Drudge Report e não confirmada pelas autoridades estadunidenses.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

BIN LADEN MORTO: E DAÍ !?

"Um oficial anónimo dos EUA disse que Osama bin Laden está morto e foi enterrado no mar". Bem, não poderia ficar muito mais vago do que isso, pois não? E quanto à verificação da notícia, tudo que temos são boatos, a fonte de informação sendo pouco mais do que a coscuvilhice na padaria... e uma fotografia falsa.

As notícias hoje em dia aparecem como fofoquice. Ei lá, você ouviu as notícias? Alguém ouviu a esposa do padeiro dizendo que ouviu alguém a dizer no cabeleireiro que aquele ator, o que é seu nome? Você sabe, aquele ator que aparece na televisão... ele é gay! Puxa vida, ele nunca vai chegar perto da minha filha! Poderia estuprá-la!

E agora para algo totalmente indiferente... um funcionário não identificado norte-americano diz que Osama bin Laden foi morto em Abbottabad, 50 km. a partir de Islamabad, no Paquistão, em um tiroteio com forças especiais dos EUA, uma década após o lançamento da ofensiva no Afeganistão e 12 anos depois do mesmo Osama Bin Laden ser visto criticamente doente em tratamento para problemas renais em uma clínica no Oriente Médio. Ainda por cima, o corpo foi enterrado no mar. Que conveniente!

O problema é que pode alguém acreditar seriamente numa palavra que a mídia comprada diz hoje em dia, e especialmente quando a fonte provém dos EUA ou Reino Unido? As mentiras que levaram à invasão do Iraque (relatórios infundados de que o governo de Saddam Hussein tinha armas de destruição massiva que representavam uma ameaça imediata para os EUA e seus aliados, a falsificação de documentos que atestavam que o mesmo governo já havia tentado comprar urânio do Níger, e em seguida, a tese copiada e colada da Net - a "inteligência maravilhosa" de Colin Powell, conjurado por um funcionário do MI6 que fabricou um casus belli em dez segundos apenas), as mentiras que levaram à invasão da Líbia, e a demonologia falsa, infundada e totalmente imerecida rodeando a figura de Muammar Al-Qathafi (terroristas são descritos como civis desarmados) destruiu qualquer grão de credibilidade destas fontes.

Assim é a morte de Osama bin Laden uma repetição da "morte" de Saddam Hussein? Pravda.Ru relatou naquela altura, nesta coluna, que antes da invasão em 2003, a última vez que Saddam Hussein tinha sido visto foi em 1998, parecendo estar gravemente doente deitado em uma maca com câncer dos gânglios linfáticos, pesando cerca de 48 quilos e com a cara amarela. Cinco anos mais tarde, ele parece 10 anos mais jovem com um conjunto diferente de dentes e uma estrutura de mandíbula totalmente reformulada. "Ele deve ter morrido, porque eu vi a cena de enforcamento na Net". Não viu não. Na verdade, a única coisa que você não vê nessa reconstrução pueril o enforcamento em si.

Será que Saddam Hussein morreu muito antes da invasão, e teve lugar essa invasão porque os aliados suspeitavam que o regime estava usando duplos para perpetuar a sua existência, decidindo entrar antes que Al-Qaeda pudesse colocar suas mãos sobre os programas de armas? Nós nunca saberemos.

Nem vamos saber a verdade sobre Osama Bin Laden, a menos que haja melhor evidência documentada e muito mais que boatos e isso passa por ver um corpo. Os primeiros relatos dizem que ele foi enterrado no mar com ritos muçulmanos. Uma fotografia falsa circulou na Internet de um rosto ensanguentado que deveria ser o de Osama Bin Laden. Mas não era. Faz alguma diferença, afinal? Osama Bin Laden morreu? E se morreu, e depois?

Tem alguma importância relevante? Nem por isso. Al-Qaeda, como ela existe, é uma coleção muito vagamente organizada e não mais do que amadores heterogéneos que têm dificuldade em incendiar os seus sapatos ou suas cuecas em aviões de passageiros. Sejamos honestos: se eu queria (mas não quero), eu poderia fazer muito mais sozinho, com acesso ao tipo de dinheiro da Al-Qaeda é suposto ter. Ora bem, como esse bando de incompetentes conseguiu a operação de 9/11 desafia a lógica ...

Até agora Osama bin Laden teria descentralizado o comando e controle de sua operação (como operacional, foi excelente) e a cadeia de comando de qualquer maneira era horizontal e não vertical, sendo a organização composta por células regionais com financiamento central.

Com muitas mãos agora a terem acesso a este financiamento, a suposta morte de Osama Bin Laden parece mais um golpe publicitário para um presidente com índices de popularidade alarmantes, assim como Bush fez uso da ameaça de Bin Laden placa pouco antes de sua reeleição.

Quanto a mim, até que provas mais credíveis apareçam sobre a morte do homem mais procurado da América, eu fico céptico como eu sempre estou com tudo que a mídia comprou diz, algo que sinto também para os representantes dos regimes em Washington de ambos os lados do espectro político.

Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru

BIN LADEN - UNS DIZEM QUE MORREU, VOCÊ APOSTARIA NISSO !?


O mundo acordou hoje com uma notícia por muitos, há tempos esperada - MORREU BIN LADEN.

Dizem que depois de pequeno tiroteio com as forças especiais dos EUA, Osama Bin Laden veio a falecer e seu corpo fora lançado ao mar.

Dá para acreditar nisso ?


É muito estranho toda essa facilidade repentina em achar o homem mais procurado do mundo e, também muito estranho e dificil ainda, é acreditar na fácil operação que resultou na morte de poucas pessoas e na prisão ... bem, de quantas outras ?


Depois dos relatórios produzidos e exibidos na cocheira da política americana com a solidariedade do Reino Unido, onde diziam e provavam que no Iraque, Saddam Hussein possuia armas de alto potencial destrutivo, para diante deste plano miserável, conseguir o clamor público e então esmagar e liquidar aquele país. Com que propósito mesmo ?

Na história humana, muitas manobras desse poder econômico já vimos e ainda iremos conhecer outras, todavia, incongruências no futuro deverão nos atormentar, pois tanta luta pelo poder a custo de distruição de vidas inocentes e da degradação voraz do planeta, certamente não ficará impune.

Diante de interesses escusos, ficamos até reticentes em divulgar esse tipo de matéria, para não ajudar a maquiar os reais objetivos escondidos.

Entretanto, algumas reflexões diferentes devem ser dirigidas para análise objetivando uma compreensão mais ampla, e sendo assim, trabalharemos neste sentido em matérias à frente.

De: Carlos Passinha - BASTA ! 

CENSO 2010 - ANALFABETISMO E NOSSA FALTA DE PRESSA

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Blog do Sakamoto - [Leonardo Sakamoto] O Censo 2010 apontou que 9,6% dos brasileiros com 15 anos ou mais é iletrada – mais especificamente 13.940.729 pessoas, quase uma Bahia inteira.

No Nordeste, onde o índice é maior, atinge 19,1%. No último lugar, as Alagoas de Fernando Collor e Renan Calheiros, com quase um quarto da sua população (24,3%) sem saber ler ou escrever. Quando considerada só a zona rural do Estado, a taxa estoura para mais de um terço (38,6%). Os números ainda podem sofrer alterações, mas dificilmente mudarão de grandeza.

A quantidade de analfabetos vem caindo (era 13,6% no último levantamento, em 2000), mas a uma velocidade menor do que a necessária. Aliás, se os governos não tomarem cuidado, a queda ficará camuflada pela própria renovação geracional (os mais velhos, iletrados, morrendo e dando lugar nas estatísticas aos mais novos, que se beneficiaram da oportunidade que seus pais não tiveram de acesso a programa de transferência de renda ligados à educação básica). Ou seja, ao invés de aumentar os recursos investidos em programas de alfabetização de jovens e adultos estaremos solucionando o problema ao deixar o estorvo morrer com o tempo.

Ao mesmo tempo, o letramento digital vem crescendo. Como já apontei aqui antes quando saíram os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), também divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Sudeste era a região com maior número de internautas: são 33,5 milhões de pessoas, ou 49,3% dos usuários da web no país. No total, representava 48,1% da população local. No Nordeste, eles eram 30,2%. O grupo de usuários que mais aumenta é o de jovens entre 10 e 14 anos, com 58,8% (eles eram 24,3% em 2005). Entre aqueles com 50 anos ou mais, 15,2% acessavam a internet.

Cantamos loas ao maravilhoso mundo de bits e bites, mas muitos se esquecem de que parte da população não faz idéia de onde fica essa tal de internet ou a que horas ela deve passar no ponto da lotação. E a velocidade de expansão dos que navegam na rede irá colidir, em algum momento, com a dificuldade de alfabetizar digitalmente um analfabeto funcional. Ou seja, um problema não resolvido encontra outro problema a resolver.

Considerando que, dentro em pouco, grande parte da vida das pessoas irá passar necessariamente pela rede (e muitas instituições, de bancos a empresas de serviços públicos, a fim de poupar dinheiro, já fazem questão de jogar tudo para dentro da internet como se todo mundo já estivesse lá) isso significa que o abismo entre incluídos e excluídos será maior do que hoje.

E por falar em estrutura etária, os idosos eram 3,3% da população há 20 anos. Depois, em 2000, 4,3%. Agora, 5,8% ou 14.081.48 com 65 anos ou mais.

Vivemos em uma sociedade na qual os que viveram mais não são vistos como patrimônio de conhecimento, mas sim como estorvo produtivo, por não poderem fornecer ao capital a mesma energia que garantiam antes, quando eram moços. O interessante é que à medida em que o tempo avança e a pirâmide demográfica brasileira vai mudando, com a redução no número de jovens na base (crianças de até 5 anos – 1991: 11,5%; 2000: 9,8%; 2010: 7,6%) e o aumento no número de idosos no topo, vamos percebendo a armadilha que estamos construindo para o nosso próprio futuro – e não estou falando da questão previdenciária, mas sim da ausência de políticas públicas que garantam respeito e dignidade ao nosso próprio futuro. Porque, pasme, você vai ficar velho.

E não pense que isso ocorre apenas com atividades que demandam força física – jornalista, por exemplo, também vai ficando ultrapassado aos 50 em nossa sociedade que também despreza a experiência de vida. Poucos são aqueles que se mantém bem posicionados na profissão sem serem atropelados pelos mais jovens que vêm cheios de gás para dar à redação, aceitando ganhar menos e trabalhar mais.

Velhos, analfabetos, desconectados, desempregados. A gente até pode conseguir, lá na frente ganhar esse jogo de xadrez. O problema é a quantidade de peões que perderemos no caminho em decorrência de nossa falta de pressa e indiferença.

Leonardo Sakamoto é jornalista, doutor em Ciência Política e é coordenador da ONG Repórter Brasil.